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Se cuida, ChatGPT! Anthropic, dona do Claude, agora vale R$ 1 trilhão

Se cuida, ChatGPT! Anthropic, dona do Claude, agora vale R$ 1 trilhão
(Imagem: gguy/Shutterstock)

A Anthropic, startup de inteligência artificial (IA) por trás do Claude – rival do ChatGPT – passou a valer US$ 183 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) após levantar US$ 13 bilhões (R$ 72 bilhões) numa rodada de financiamento anunciada nesta terça-feira (02). Com a avaliação, a empresa se coloca entre as mais valiosas do setor de tecnologia.

O investimento foi liderado pela ICONIQ, Fidelity Management & Research Company e Lightspeed Venture Partners, com participação de nomes de peso como Qatar Investment Authority, Blackstone, TPG, General Catalyst e fundos ligados à BlackRock.

Receita da Anthropic cresceu rápido, diz empresa

Segundo comunicado da Anthropic, a receita anualizada da companhia saltou de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) no início de 2025 para mais de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) em agosto.

A empresa diz atender hoje mais de 300 mil clientes corporativos. No último ano, a quantidade de “grandes contas” – companhias que sozinhas representam mais de US$ 100 mil (R$ 550 mil) em receita anualizada – cresceu sete vezes.

Claude Code como motor de receita

Um dos destaques no portfólio da Anthropic é o Claude Code, ferramenta de IA voltada a desenvolvedores. Desde o lançamento, em maio, o produto já teria gerado mais de US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) em receita anualizada.

Avanço da colheita no Brasil e chuvas derrubam fortemente os preços do café no fechamento desta 3ª feira (02)

Avanço da colheita no Brasil e chuvas derrubam fortemente os preços do café no fechamento desta 3ª feira (02)

Os preços do café fecharam a sessão desta terça-feira (02) com fortes quedas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, os preços despencaram hoje, com o robusta atingindo a menor cotação em uma semana, devido ao registro de chuvas acima da média no Brasil,
que aliviaram as preocupações com a safra/26 antes do importantíssimo período de floração. E a queda do real para a mínima em 1,5 semana em relação ao dólar também acelerou a queda dos futuros.

A Climatempo divulgou que Minas Gerais recebeu 10,1 mm de chuva na semana encerrada em 30 de agosto, ou 163% da média histórica.

O avanço da colheita no Brasil também impulsiou os preços. A Cooxupé divulgou que a colheita entre seus associados estava 94,9% concluída em 29 de agosto. Na semana passada, a consultoria Safras & Mercado divulgou que a colheita total da safra 2025/26 do Brasil estava 99% concluída em 20 de agosto, com 100% da colheita de robusta e 98% da de arábica.

A bolsa de NY encerra o dia então com o recuo de 1.465 pontos no valor de 382,20 cents/lbp no vencimento de setembro/25, uma baixa de 1.575 pontos negociado por 370,35 cents/lbp no de dezembro/25, e uma perda de 1.515 pontos no valor de 358,75 cents/lbp no de março/26.

Deral indica colheita do milho em 94% no Paraná; plantio de verão já está em 9%

Deral indica colheita do milho em 94% no Paraná; plantio de verão já está em 9%

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado.

Para a segunda safra de milho, 94% das lavouras já foram colhidas e o restante das áreas está todo em maturação.

Os técnicos do Deral classificaram ainda 46% dessas áreas como em boas condições, 32% como médias e 22% como ruins.

Enquanto isso, as atividades de plantio da safra de verão 2025/26avançam e atingem 9% do total estimado no estado, com 94% ainda em germinação e 6% em desenvolvimento vegetativo.

O relatório do Departamento indica que a colheita da safrinha está praticamente concluída em diversas regiões, restando apenas áreas isoladas.

Importação de soja pela UE recua 5% nos dois primeiros meses do ano 2025/26

Importação de soja pela UE recua 5% nos dois primeiros meses do ano 2025/26

– As importações de soja da União Europeia até o momento na temporada 2025/26, que começou em julho, atingiram 2,29 milhões de toneladas até 31 de agosto, queda de 5% na comparação com o mesmo período do ciclo anterior, mostraram dados publicados pela Comissão Europeia nesta terça-feira.

Por outro lado, a importação da oleaginosa brasileira, que responde pela maior parte do volume importado, apresentou aumento para 1,5 milhão de toneladas, versus 1,49 milhão no ano anterior, enquanto o total trazido dos EUA teve queda para 477 mil toneladas, ante 674 mil toneladas no acumulado de 2024/25.

Expointer 2025: Emater/RS-Ascar projeta aumento na produção de soja e milho no RS

Expointer 2025: Emater/RS-Ascar projeta aumento na produção de soja e milho no RS

Na manhã desta terça-feira (02/09), a Emater/RS-Ascar apresentou as estimativas iniciais da Safra de Grãos de Verão 2025/2026, durante o tradicional Café com a Imprensa, na Arena da Extensão, na Expointer. De acordo com levantamento inicial, o Rio Grande do Sul terá uma produção de 35.328.754 toneladas, +27,30% superior à safra passada, que foi de 27.752.455 toneladas de grãos, incluindo soja, arroz, milho, milho silagem, feijão e sorgo.

Destaque para o milho grão, que deve apresentar aumento de área de +9,31%, passando de 718.190 hectares cultivados na safra anterior, para 785.030 hectares para esta safra. A produtividade calculada pela tendência é de 7.376 quilos de milho por hectare, -0,03% em relação à produtividade da safra passada, que foi de 7.378 quilos de milho por hectare. Essas projeções geram uma expectativa de produção de 5.789.995 toneladas, ou seja, +9,45% acima das 5.290.051 toneladas de milho produzidas na safra passada.

Já a soja, principal commodity cultivada no Estado, a produção projetada é de 21.440.133 toneladas, +57,14% a mais do que na safra passada, que foi de 13.643.936 toneladas do grão, numa área de 6.742.236 hectares, -0,80% menor do que na safra passada, quando foram cultivados 6.796.916 hectares. A produtividade esperada é de 3.180 quilos de soja por hectare nesta safra, +58,29% acima da produtividade em 2024/2025, que foi de 2.009 quilos de soja por hectare.

“Importante ressaltar que, de todas as regiões produtoras de soja, três ultrapassam 1 milhão de hectares projetados para serem cultivados nesta safra, que são Bagé, Ijuí e Santa Maria, apesar da pequena redução de área esperada, reflexo da estiagem passada”, avalia o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, ao apresentar as projeções para a safra de grãos de verão.

No caso do milho e do milho silagem, Baldissera observa a variação das produtividades apresentadas nas diversas regiões produtoras, que visivelmente reflete as ambiências de cada região, mas que merece um olhar técnico mais apurado.

A área a ser cultivada com milho silagem nesta safra é de 366.067 hectares, +2,74% a mais do que na safra passada, quando foram cultivados no RS 356.300 hectares. Com uma produtividade esperada de 38.338 quilos de milho silagem por hectare, +5,28% a mais do que na safra passada, que foi de 36.416 quilos por hectare, o milho silagem deve atingir uma produção +8,29% maior, passando de 12.960.145 toneladas na safra passada para 14.034.434 de toneladas de milho silagem nesta safra.

O feijão 1ª safra apresenta como estimativa inicial uma redução da área de -15,27%, passando de 30.797 hectares cultivados na safra passada para 26.096 hectares a serem cultivados nesta safra de verão no RS. A produtividade esperada é de 1.779 quilos de feijão por hectare, ou seja, -2,97% inferior à da safra passada, que foi de 1.833 quilos de feijão por hectare. Isso permite projetar uma produção estadual de feijão de -17,27%, passando de 56.098 toneladas na safra passada para 46.412 toneladas nesta safra.

No arroz, dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) também apresentam redução de área de -5,17%, passando de 970.216 hectares para 920.081 hectares nesta safra, o que projeta uma produção -8,10% menor do que na safra passada, que foi de 8.762.370 toneladas, para 8.052.213 toneladas nesta safra. A produtividade esperada nesta safra é de 8.752 quilos de arroz por hectare, -3,23% menor do que na safra passada, que foi de 9.044 quilos de arroz por hectare.

Em 3ª feira de aversão ao risco e queda generalizada para as commodities, soja perde mais de 1% em Chicago

Em 3ª feira de aversão ao risco e queda generalizada para as commodities, soja perde mais de 1% em Chicago

A terça-feira (2) tem sido de baixas intensas para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 13h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 14 e 15,75 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 10,38 e o março, US$ 10,73 por bushel.

Embora os preços do grão tenham suporte das altas do óleo de soja, as perdas de mais de 1% do farelo pesam sobre as cotações. “O mercado volta a focar na oferta de farelo nos EUA, que deve aumentar com a retomada da produção das crushers e a entrada da nova safra. A ausência da China segue implicando em um fraco programa americano de exportação”, afirmam os analistas e consultores de mercado da Agrinvest Commodities.

As baixas intensas para a soja, porém, não são as únicas a serem registradas nas bolsas internacionais nesta terça, uma vez que o dia é de aversão ao risco no mercado global. “O ambiente externo pesa, com bolsas em queda nos EUA e na China, tensões geopolíticas e fortalecimento do dólar frente ao iuan e outras moedas emergentes. Esse movimento reduz ainda mais a competitividade dos grãos americanos no mercado global”, complementam os especialistas.

No Brasil, o dólar disparou na abertura com a influência não só do cenário externo, mas também refletindo o primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal). A moeda americana chegou a bater nos R$ 5,50 durante a manhã, porém, a alta foi perdendo o ímpeto e, perto de 14h15, subia 0,22% para valer R$ 5,45.

Morango do amor impulsiona o mercado agrícola

Morango do amor impulsiona o mercado agrícola

Inspirado na clássica maçã do amor, o morango do amor tem conquistado as redes sociais e o paladar da população brasileira. Diversos relatos de doceiras que faturaram em poucos dias o que faturam em meses, graças à esse doce, também estão tomando as redes.

E se eu te disser que não são só as casas de doces que estão se beneficiando dessa nova iguaria? O doce também gerou um impacto surpreendente e positivo no mercado agrícola do país.

Por ser uma das principais matérias prima do doce, a viralização nas redes sociais causou valorização sem precedentes na fruta morango. Dessa forma, a agricultura familiar foi beneficiada e a economia do país foi movimentada.

Neste texto mostramos, através de dados, o impacto real que o doce tem proporcionado. Então, se você quer ficar por dentro do assunto, continue lendo este conteúdo até o final.

Impacto econômico do morango

A fruta, como mencionado anteriormente, no tópico acima, sofreu uma valorização surpreendente. A prova disso é o fato de que, em pouco menos de um mês, o valor do morango praticamente dobrou em várias regiões do Brasil.

No Ceagesp de São Paulo, por exemplo, a caixa de 1kg que antes era vendida por R$ 23, agora está por R$ 48,07. Isso representa um aumento de cerca de 107% no valor comercializado.

Outras regiões do Brasil também tiveram aumento no quilo da fruta. No Nordeste, mais precisamente no Ceará, o aumento foi de 44,6%, chegando na marca dos R$ 50,00 por kg.

Os produtores agrícolas que cultivam morango ficaram muito felizes com essa valorização nessa época do ano. Isso porque, durante os meses de julho e agosto acontece o início da colheita em muitas regiões. Com isso, a oferta aumenta e o valor diminui.

Porém, devido a alta demanda para a produção do doce a lógica sazonal foi invertida. Ou seja, os agricultores puderam manter os preços em alta contando com uma rentabilidade inesperada.

Morango do amor beneficia a agricultura familiar

Para pequenos produtores, o cultivo do morango já representava uma alternativa de alta rentabilidade, essencial para o sustento das famílias e a manutenção de suas propriedades. Como mencionado, a agricultura familiar é a que mais tem se beneficiado da popularização do doce.

Muitos produtores que se enquadram neste tipo de agricultura estão conseguindo não apenas equilibrar as contas, mas também realizar investimentos que antes pareciam distantes.

É urgente a implementação de medidas de ESG, segundo Senar/MS

É urgente a implementação de medidas de ESG, segundo Senar/MS

Na estreia do espaço ESG no Campo, trazemos uma entrevista com Lucas Galvan, superintendente do Senar/MS.

Ele diz que o sistema que valoriza os pilares Meio Ambiente, Social e Governança não deve ser visto como barreira, e, sim, como oportunidade de valorização e diferenciação.

O produtor tem papel central, por exemplo, na busca pela baixa emissão de carbono, seja pela conservação da vegetação nativa, pela recuperação de nascentes, pelo uso racional dos recursos naturais ou pela adoção de boas práticas agropecuárias que reduzem a pegada de carbono e contribuem para a descarbonização da produção.

Destaca que o assunto já faz parte da agenda do Sistema Famasul e estará presente em discussões internacionais, como a COP 30, onde o Brasil terá a oportunidade de mostrar que o agro é parte da solução para os desafios climáticos globais.

Qual a importância de se começar a olhar o ESG com mais atenção?

O ESG não é algo novo para o campo, mas uma forma de dar visibilidade ao que o produtor rural já faz há décadas. Preservação de nascentes, conservação da vegetação nativa, capacitação de pessoas e gestão eficiente já são práticas presentes no dia a dia das propriedades.

O que muda agora é a exigência do mercado, de consumidores e de políticas públicas, que pedem comprovação para essas ações. Por isso, olhar para o ESG com mais atenção é essencial para manter competitividade, acessar mercados exigentes e garantir sustentabilidade no longo prazo.

De 0 a 10, qual o grau de urgência da implantação de ESG nos sistemas de produção rural de MS?

Eu diria que o grau de urgência é 9. O ESG já é uma exigência de mercado e será cada vez mais determinante nos próximos anos, especialmente em pontos como rastreabilidade, descarbonização e boas práticas agroambientais.

Para grandes produtores e agroindústrias, a pressão é maior, já que atuam em exportação e precisam atender padrões internacionais. Para pequenos e médios, a urgência também existe, mas os desafios são maiores devido às limitações técnicas e financeiras.

O papel do Sistema Famasul como instituição é apoiar esse público e oferecer, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), dos cursos de Formação Profissional Rural (FPR) e da Promoção Social (PS) do Senar/MS, os recursos necessários para que não fiquem para trás.

Por onde o produtor deve começar a implementação de ESG?

O primeiro passo é o diagnóstico, ou seja, entender como está a propriedade em termos de gestão ambiental, social e de governança.

O programa ATeG ESG, criado pelo Senar/MS em 2022, já faz esse trabalho de forma estruturada.

Com a aplicação de questionários, identificamos os pontos fortes da propriedade e o que pode ser melhorado, e a partir daí o produtor recebe orientação prática e contínua para avançar com responsabilidade e resultados.

Onde os produtores podem adquirir conhecimento sobre ESG?

No Senar/MS, os produtores têm acesso a uma série de capacitações que já estão incluídas no sistema de contribuição do setor, sem custo adicional.

O pequeno criador de ovelhas e o assovio rumo ao sonho grande

O pequeno criador de ovelhas e o assovio rumo ao sonho grande

Aos 43 anos de idade, Ismael Valiati Pinto, é um dos muitos lutadores do agro em busca de conseguir sobreviver unicamente de sua produção. Por enquanto, o dono da chácara Três Meninos, em Amambai, em Mato Grosso do Sul, ainda precisa ser um “Severino”, como ele se refere a um faz tudo, para pagar as contas.

Quando não está trabalhando nas propriedades da região, ele se dedica a ovinocultura.

“Já cheguei a ter 80 cabeças, mas com a estiagem, que acabou com o pasto, tive de ir me desfazendo dos animais”, disse o pecuarista.

Hoje, o rebanho é de 25 criadeiras matriz.

Fiéis bichinhos que se acostumaram ao dono ao ponto de atendê-lo só com um assovio.

“A Bíblia diz que as ovelhas conhecem seu pastor”, brinca ele.

Se precisa recolhê-las, dedos na boca e um único silvo, para atraí-las. O mesmo vale para a alimentação ou para leva-las ao pasto.

O ritual chama a atenção de todos os visitantes.

“Eu comecei a assoviar porque eu acho que gritar, além de incomodar, chama demais a atenção dos vizinhos. Você grita e eles pensam: ‘será que tem alguém brigando?’ Então, passei a assoviar e elas relacionaram esse som às necessidades. Por exemplo, se você assovia e mostra comida, ela sabe que aquele som significa que ela vai ser alimentada. Acho que é assim que ela entende. Esses animais são bons de memória e de vista!”, explica Ismael.

O procedimento, no entanto, semelhante ao que fazemos com nossos pets, faz com que o criador tenha um cuidado maior com o apego.

Ele sabe que será inevitável o abate.

“Algumas vezes eu falo para um comprador: Você quer o carneiro, eu te vendo. Mas você abate ele longe daqui.”

Claro que isso é exceção. Acontece mais quando um carneirinho guacho é rejeitado pela mãe e precisa receber mamadeira na boca. “Eu prefiro, mesmo, não ficar muito apegado”, completa.

Músico aposta em plantação de mirtilo em Mato Grosso do Sul

Músico aposta em plantação de mirtilo em Mato Grosso do Sul

— Blueberry?! Vocês estão louco! Vamos mexer com gado, porque o gado a gente já sabe como lidar.

Foi com essa frase que Flávio Coelho mostrou a indignidade que qualquer outra pessoa demonstraria se ouvisse a proposta feita pelo irmão dele, Euller, e por Patrick, um amigo em comum que mora no Canadá.

Lá na América do Norte, a fruta é de fácil cultivo.

No Brasil, Rio Grande do Sul e Paraná, com climas mais frios, também já plantam mirtilo há décadas.

Mas no calorzão de Mato Grosso do Sul?

A incredulidade deu lugar à curiosidade.

E Flávio passou a pesquisar essa hipótese na internet. Foi quando achou plantações em Goiás.

Conseguiu contato e, em 2023, foi até Brasília para conhecer uma plantação. Voltou de lá com cinco mudas. Plantadas em vasos, na terra, começaram a florescer dando o sinal de que sim, seria possível, cultivar blueberry no calor.

Aumentou a aposta para 3.000 pés. Seis meses depois, já estava colhendo os frutos.

São 150 quilos por semana. Até o fim deste ano, a colheita deve atingir 1 tonelada.

Produção que vai aumentar muito a partir de outubro, quando uma nova unidade da Berry Five será inaugurada com um total de 10.000 pés.

“Hoje, se eu produzisse mais, eu venderia. A procura é muito grande pelo mirtilo”, afirma Flávio.

Toda a produção é vendida para a Mape, distribuidora de frutas que já entrega o produto do sul-mato-grossense para todo o estado e também Mato Grosso.

O produto é embalado em bandejas com 125 gramas.

Em 2026, o produtor espera vender, também, diretamente para o varejo. E estuda implantar um colhe e pague na nova propriedade.

No atual pomar, Flávio, que ganhou como sócios o irmão e o amigo que mora no Canadá, tem duas espécies de mirtilo no pomar. A Emerald e a Biloxi na proporção de 50% para cada. Mas a primeira deverá ganhar mais espaço na nova plantação por apresentar produção antecipada.